9 de setembro de 2012

Dicas para uso de TV pela família

O assunto do dia é: como gerenciar o uso da TV em família? Me adiantei um pouco neste assunto, pois iria abordá-lo mais tarde, depois de mostrar outras consequências da TV para as crianças. No entanto, achei importante mostrar umas dicas já, práticas, recomendadas por experts no assunto. Apesar de serem para TV, estas dicas podem ser aplicadas para o que chamei de "telinhas": video game, computador, tablets, etc. Elas foram agrupadas em 9 pontos e estão detalhadas no texto. Uma novidade: a partir deste post, estamos usando um arquivo de áudio, que pode ser acessado pela barra do player logo abaixo. Assim, será possível ouvir um resumo e um complemento do assunto do dia. Uma espécie de introdução ao texto. Desejo uma boa leitura a todos! E, por favor, façam seus comentários: dêm outras dicas, opinem.

Leia mais >>

18 de agosto de 2012

Vocabulário afetivo das crianças - parte 4 - empatia

Empatia: conseguir se colocar no lugar do outro. Ter a perspectiva do outro, procurar sentir o que o outro sente em determinada situação. Falar sobre empatia é fácil, ter empatia de fato é que são elas! Como todo aspecto do desenvolvimento emocional, a empatia é aprendida: o conjunto de experiências e a interpretação que se dá elas podem determinar sua qualidade. Da mesma forma, cuidadores e educadores podem colaborar positivamente para sua aquisição pelas crianças. Vamos falar agora sobre a última etapa do nosso trabalho: empatia.

Leia mais >>

8 de agosto de 2012

Violência na TV

Vou me referir à TV, ao computador e ao videogame por telinhas. Até um tempo atrás, a grande preocupação dos pais era com a TV. Agora temos os jogos e a internet! Até que ponto estas mídias são saudáveis, ou prejudiciais? Devo limitar o uso? Controlar o uso? O que os estudos mostram? Pois bem, vamos iniciar esta discussão começando com a TV: é a mais antiga das três mídias citadas, a de maior alcance na população e a com mais estudos acumulados. Veremos que muito do que será visto não é novidade, mas vários pontos podem ser surpreendentes. Trataremos neste primeiro post sobre a violência na TV e seus efeitos sobre as crianças. Vamos lá?

Leia mais >>

30 de julho de 2012

Vocabulário afetivo das crianças - parte 3 - jogos

A criança, obviamente, gosta de brincar. Brincando ela aprende, se questiona, explora, tira conclusões. Uma forma sugerida para se trabalhar o vocabulário afetivo das crianças é através de jogos. Dando continuação para nosso papo sobre vocabulário afetivo, apresentamos algumas atividades que podem ser feitas tanto por pais, quanto por professores.

Leia mais >>

11 de junho de 2012

Vocabulário afetivo das crianças - parte 2 - aprendendo a identificar estados emocionais

Hoje, na hora de dormir, meu filho de 4 anos iniciou um diálogo comigo assim: "Pai, estou frustrado!" "Por que, filho?" "Eu não queria que meus bisavós tivessem morrido." Eu fico fascinado com a resposta positiva que as crianças dão aos nosso esforços, como pais, de educá-las! Às vezes seguimos um caminho, mesmo baseado em muita pesquisa, que não temos certeza de que vai funcionar. Não fomos educados, em geral, para sermos otimistas, ou usarmos certas abordagens positivas. É o caso do vocabulário afetivo: os pequenos respondem bem ao seu uso, de forma que pode surpreender. Confira na segunda parte sobre este assunto: dando nome aos estados emocionais.

Leia mais >>

17 de maio de 2012

Vocabulário afetivo das crianças - parte 1 - alfabetização emocional

Educar os filhos é re-educar a si mesmo. Esta máxima tem significado especial quando o assunto é educação afetiva e emocional. Em geral queremos que nossos filhos sejam melhores do que nós. Um desejo legítimo e louvável. Mas por que nós não podemos melhorar também? Afinal de contas, os filhos aprendem muito mais pela observação e reprodução do comportamento dos pais (modelo) do que ouvindo sermões sobre moral, ética, do que é certo ou errado, de como devem se comportar. Se estas palavras não são acompanhadas de exemplos, pouco valem. O que vai ser apresentado nesta seção, portanto, serve para filhos e pais, serve para uma reflexão sobre o que gostaríamos do comportamento de nosso filhos e sobre nossa pática estar ou não de acordo este comportamento. A partir daí fazer uma análise crítica e decidir se, e como, aplicar o que os estudos na área indicam como práticas eficazes. Abordaremos vários assuntos relacionados ao tema, sem necessariamente uma ordem a seguir. O primeiro é: como aumentar o vocabulário afetivo da criança?

Leia mais >>

15 de maio de 2012

Pré-escola boa é aquela que enfatiza as atividades acadêmicas! Será?

Sabendo da importância crucial que os primeiros anos de vida têm no desenvolvimento de uma pessoa, uma pergunta óbvia vem à tona: qual é a educação mais adequada que uma escola de educação infantil pode oferecer?

Leia mais>>

A importância do apego

Em reuniões com pais e professores já ouvi muito que os anos iniciais são os mais importantes no desenvolvimento psicológico de uma pessoa. De fato são! Vários estudos mostram, por exemplo, que muitos padrões de comportamento de um adulto foram moldados por suas experiências até os 6 anos de idade. Destas experiências talvez a mais marcante e decisiva seja a qualidade do apego que uma pessoa desenvolveu com seus pais, ou cuidadores.

21 de março de 2012

Disciplina

Eis aí uma questão que deixa os pais de cabelo em pé. Este menino não me obedece nunca! O que eu faço para ele parar de me desafiar? Esta menina é desastrada sempre. Não para de pular. Eles fazem isso de propósito, só para me irritar. Tenho vergonha de sair com meus filhos: eles só aprontam. E a ladainha vai por aí.

Antes de mais nada, precisamos definir o que é disciplina e comparar esta definição com o que queremos que nossos filhos se tornem quando adultos. Por exemplo, se fosse perguntado aqui aos pais que tipo de pessoa adulta gostaria que seu filho se tornasse, provavelmente surgiriam respostas do tipo: independente, feliz, autônomo, confiante, com autoestima elevada, sociável, etc. No entanto, quando nos vemos no dia a dia com as lidas da educação dos nossos pimpolhos queremos, em geral: que se comportem (sigam regras estritas??), que fiquem quietos, que não deem trabalho (?), que façam o que você pede, etc. Ou seja, você quer que seu filho seja independente e autônomo, mas que obedeça! Que seja sociável, mas que fique quieto! Que tenha autoestima elevada, mas que ouve de você: “você não fica quieto; seu desobediente; olha o que você fez; não consegue fazer nada certo; você bateu nela, que coisa ruim, etc.”

Na seção Pais e Filhos, comecei uma série de textos para que reflitamos um pouco sempre este assunto.

Leia mais >>

17 de março de 2012

O que é educação baseada em evidências?

Sejam todos bem-vindos. Este espaço pretende ser um lugar onde se possa discutir educação de crianças baseada em evidências. O que vem a ser isso? De forma muito sucinta é a educação cujas práticas procuram ser baseadas mais sobre os resultados de estudos científicos, e menos sobre ideologias e achismos.

Toda decisão a ser tomada sobre educação, desde práticas didáticas em sala de aula, até políticas educacionais poderiam levar em consideração o que os resultados de estudos sérios na área indicam ser eficiente ou não. Ao invés de ficar tateando no escuro, seguir o senso comum, ideias de gurus, ideologias do momento, sem nenhum fundamento científico, a educação por evidências procura se servir dos resultados de estudos realizados em todo o mundo sobre os diversos aspectos da educação. Desde a relação das crianças com seus pais, até a eficácia de determinadas políticas educacionais, passando pelas diversas matérias acadêmicas e o desenvolvimento psicossocial da criança.

Não apenas as práticas escolares podem se beneficiar muito desta abordagem. A relação que nós desenvolvemos com nossos filhos também pode ser melhorada. Não é o caso de tornar esta relação “científica”! Mas quanto mais conhecemos sobre o desenvolvimento humano, mais facilmente podemos entender nossos filhos e, por consequência, aprimorar nosso relacionamento, além de propiciar melhores condições para que cresçam saudáveis em todos os aspectos. Fora o fato de podermos ser mais críticos com relação a tudo que envolva a educação deles: TV, internet, escola, etc. 

Convido a todos a participar desta jornada. Enviando comentários, críticas, sugerindo assuntos de discussão, etc. Somos todos viajantes aqui! Bem-vindos a bordo.