Educação emocional


Aumentando o vocabulário emocional em crianças pequenas - parte 1


As expectativas dos pais devem estar de acordo com o nível de amadurecimento dos filhos. Esperar que uma criança de 2 ou 4 anos, por exemplo, expresse suas emoções de forma clara é esperar muito. Se nós mesmos, adultos, na grande maioria, não conseguimos lidar com, nem expressar bem, nossos sentimentos, quanto mais uma criança que não domina a linguagem. Mesmo nós, adultos, não falhamos quando precisamos comunicar um sentimento e usamos as palavras erradas, ou de forma equivocada? Os casais que o digam: talvez um dos maiores desafios em um relacionamento seja a comunicação. Quero dizer uma coisa e a pessoa entende outra. Haverá sempre a barreira limitadora da língua. Quanto mais pudermos dominá-la, maiores serão nossas chances de nos fazermos entender bem. Provavelmente em nenhum outro campo saber se comunicar bem evite consequências sérias quanto na afetividade. As crianças precisam ser ensinadas. Nós precisamos nos ensinar!

Duas crianças brincando

"Edu é um mestre em brincadeiras mais duras, que envolvam força. Quando uma brincadeira de super-heróis começa, ele rapidamente corre e bate a cabeça em outras duas crianças, que entram no jogo e fazem o mesmo, para alegria de Edu. No entanto, ele quer mais coleguinhas no jogo e faz  o mesmo com Carlos e Fernando. Estes porém não querem este tipo de brincadeira e gritam: 'Não!' Edu interpreta esse comportamento como um convite para fazer mais. Carlos e Fernando começam a chorar com as cabeçadas e chamam a professora, que põe Edu sentado sozinho por uns minutos. Bravo com este isolamento, ele passa o resto da brincadeira de cara fechada."

"Maria adora brincar de se fantasiar. Ela vai até João para brincar disso com ela, mas ele diz "Depois", e volta a brincar com seu jogo no computador. Maria então pega um grande chapéu e o põe em Luiza. Esta franze a testa e vai brincar de massinha. Fala para Marina: "vamos brincar?" Esta diz que não. Até que Maria encontra um parceiro para sua brincadeira no Vítor, que estava andando entre as diversas brincadeiras e aceita o convite."

Nestes dois cenários uma grande variação pode ser notada na capacidade de ler as pistas sociais das duas crianças. A escolha de parceiros  pelo Edu é feita de forma confusa e sem um foco: ele “chama” todos para sua brincadeira de forma rude e violenta. Sua incapacidade de ler as pistas sociais gerou um resultado pobre. Maria, por outro lado, foi prontamente capaz de ler sinais sociais e, como resultado de uma boa orientação, ela tinha uma estratégia (tentar novamente com outro amigo) para alcançar seu objetivo.

Poderíamos dizer que Maria está emocionalmente mais "alfabetizada". Ou seja, ela está mais apta que Edu para identificar e  interpretar as pistas sociais que as outras pessoas emitem, confrontá-las com seus objetivos e aplicar uma estratégia para alcançá-los.

"Alfabetização" emocional

A figura 1 mostra o esquema geral do que seja alfabetização emocional (a partir de Crick & Dodge, 1994; Lemerise & Arsenio, 2000). Antes de entrarmos em mais detalhes sobre o esquema mostrado, é importante notar que o fator fundamental para o desenvolvimento da alfabetização emocional, o contexto necessário, é um ambiente que propicie apoio e cuidado (Joseph & Strain, 2002).


Figura 1: esquema da alfabetização emocional.

Para conseguir atuar em um ambiente social de forma colaborativa e recompensadora para si mesma, a criança precisa, primeiro, saber ler as pistas afetivas das outras pessoas e de si mesma. Saber discriminar estados afetivos como raiva, decepção, alegria, frustração, requer um vocabulário de palavras relacionadas às emoções. Como na alfabetização literária, quanto maior for este vocabulário, mais recompensadoras serão as experiências.

Uma vez que as crianças consigam ler e rotular as pistas sociais dadas através das palavras, da linguagem corporal, por exemplo, emitidas pelas outras crianças, elas podem interpretar estas pistas, identificando tanto as causas como as intenções por trás dos estados emocionais geradores de tais pistas. A Maria, por exemplo: ela interpretou de forma neutra, adequadamente, a falta de interesse das demais crianças pela brincadeira que gostaria de fazer. Ela simplesmente continuou procurando uma criança que estivesse interessada, até que a encontrasse. Muitas crianças, no entanto, cometem erros cruciais neste ponto, o da interpretação das pistas. Em parte pela falta de um vocabulário emocional adequado, elas podem interpretar o comportamento dos outros como agressivo e hostil, o que as faz agir de uma forma que as pode levar ao isolamento social e à estigmatização (Kazdin, 1989).

Após fazerem um julgamento de causa e intenção, as crianças prosseguem tentando clarear seus objetivos interpessoais. Nos exemplos dados, Edu queria uma brincadeira que usasse força, ao passo que Maria queria brincar de se fantasiar.

Tendo seus objetivos claros em mente, a criança pode continuar em busca de soluções para alcançar estes objetivos. Estas soluções podem incluir auto-regulação ("preciso me acalmar"), ou estratégias do tipo tentar de novo, pedir ajuda a alguém, tentar uma forma diferente de brincadeira, etc. Ao procurar uma solução, no entanto, a mesma deve estar subordinada a certos paradigmas. Por exemplo, as crianças podem ser ensinadas a levar em consideração se a solução é justa, segura, se já funcionou antes, que sentimentos ela pode despertar, e assim por diante.

Alfabetização emocional é a capacidade de reconhecer, identificar e compreender sentimentos em si mesmo e nos outros. Tal habilidade é um pré-requisito para a regulação emocional e o sucesso nas interações interpessoais e na resolução de problemas. É uma das habilidades mais importantes a ser ensinada a uma criança nos primeiros anos de vida (Denham, 1986; Webster-Stratton, 1999).  Uma alfabetização emocional limitada, por outro lado, pode resultar em dificuldades na percepção dos sentimentos em si mesmo e nos outros e, consequentemente, a interações sociais pobres. Na próxima postagem, vamos tratar de técnicas para aumentar o vocabulário emocional das crianças, primeiro passo em todo este ciclo.

Aumentando o vocabulário emocional em crianças pequenas – parte 2

Como vimos, ter um vocabulário emocional rico e variado ajuda a criança a ter sucesso em suas interações sociais e na regulação de suas próprias emoções. Em outras palavras, ela passa a entender melhor o que está passando consigo mesma e começa a desenvolver empatia, ou seja, começa a se por no lugar da outra pessoa, procurando entender o que ela está sentindo. Entender a si e ao ou outro é o primeiro passo para buscar uma estratégia eficaz de comunicação e interação produtivas.

Elaborar apenas uma lista de palavras sem ter experimentado o sentimento ligado a cada uma delas não faz sentido, muito menos para uma criança.  Antes de sairmos “ensinando” as crianças um vocabulário emocional, devemos nos fazer a pergunta: nós, adultos, sabemos identificar e rotular (dar um nome) nossos estados emocionais? Ou estamos limitados a palavras como feliz, triste, chateado, com raiva, com ódio? Conseguimos identificar estados como estar ansioso, frustrado, na expectativa, embaraçado, deprimido, desapontado etc? Pois esta é a proposta: ajudar a criança a expandir sua capacidade de identificar vários e sutis estados emocionais, em uma gama muito mais ampla do que a usada no cotidiano, permitindo que faça julgamentos mais ponderados e sensatos, sem fazer tempestade em copo d’água. É ir além da atitude de ficar somente com perguntas como: filho, gostou ou não gostou? Você está triste? Tá contente com isso?

Há vários caminhos possíveis para se trabalhar um vocabulário afetivo com uma criança. Um deles, e talvez o mais eficaz, seja através de exemplos. É o que chamamos de modelagem: crianças aprendem por exemplos, não por palavras e sermões. Dizer “filha, você tem de aprender a ser paciente” para uma criança de 4 anos pode ser totalmente ineficaz e até contraprodutivo. Em primeiro lugar: tenho de aprender? Então me ensina! Eu não sou um adulto, sou uma criança. Segundo: ‘ter de’ implica obrigação, uma imposição de fora para dentro. Nós, adultos, não suportamos isso, mas dizemos isso para uma criança! Melhor seria “quando a gente é paciente, a gente alcança, a gente consegue, etc.”Isto sugere uma motivação interna, ou intrínseca, que é muito mais eficaz. Terceiro: se você diz isso, mas perde a paciência facilmente, principalmente com a criança, você está dizendo “faça o que eu digo, não o que eu faço!”. Modelagem: ser exemplo. Quem tem filhos tem mais chance de sucesso com a educação deles se se re-educar.

Aproveitar as situações cotidianas para mostrar exemplos práticos de estados emocionais. Seja na relação com a criança, seja na observação do comportamento de outras pessoas. Por exemplo, quando a criança quer visitar uma amiguinho mas não pode por conta da chuva e, por isso, tem um ataque de choros, é mais produtivo dizer “eu sei que você está frustrado porque não consegue ir por causa da chuva, mas e se...” do que “pare de fazer escândalo, você é muito chorão e teimoso”. Você pode aproveitar a situação para aumentar seu vocabulário emocional. Na primeira situação você está: demonstrando empatia pela criança (“eu sei que...”), identificando e rotulando um estado emocional (“... você está frustrado...”), identificando a causa do estado emocional (“... por causa da chuva...”) e dando uma alternativa para diminuir este estado (“... mas e se...”). Na segunda situação você está: mudando o foco do estado emocional (“pare de fazer escândalo...”, quando o foco é a frustração), rotulando a criança ao invés do seu estado emocional (“... você é muito chorão e teimoso...”, o que pode levar à profecia autorealizadora, ou seja, de tanto ouvir que é teimosa a criança assume isso como uma característica certa do seu self), deixando de sugerir alternativas para a criança e demonstrando falta de empatia por ela.

De forma análoga, você pode aproveitar situações prazerosas: quando uma criança faz aquela cara de “não acredito!!!” ao receber um brinquedo pelo qual não esperava, mas que curte muito, é legal dizer “olha sua cara de surpresa!” Aproveitar situações do dia-a-dia talvez seja uma grande sacada para enriquecer o vocabulário emocional de uma criança. De forma tranquila, sem pressa, naturalmente.

Trabalhar com figuras de rosto humano expressando várias emoções também é um caminho. Crianças pré-escolares reconhecem melhor desenhos com expressões faciais do que fotografias de faces humanas: elas podem ser introduzidas aos poucos. Livros infantis, se bem ilustrados, podem ajudar. Desenhar expressões e pedir à criança que escolha uma delas para mostrar como se sente naquele momento é outra técnica. Por exemplo, no café da manhã cada membro da família coloca um destes desenhos junto ao seu nome na geladeira. No jantar (no fim do dia, portanto) fazer o mesmo e conversar sobre por que cada um escolheu um desenho diferente, ou se manteve o mesmo.

Ao aprender a rotular seus estados emocionais aparentes, as crianças começam a identificar seus estados internos. Isso é um passo importante para aprender a regular suas emoções (Joseph, 2001; Lochman & Dunn, 1993; Webster-Stratton, 1999). Por exemplo, uma pessoa precisa reconhecer seu estado emocional em certa situação (e isto é feito mais facilmente se ela sabe rotular, dar um nome, a este estado) antes de decidir que passos dar para alterar este estado, ou atender a seus objetivos. Dizer “nervoso”, ao invés de gritar, pode ser uma técnica para perceber que precisa se acalmar. A partir daí, elaborar estratégias para se acalmar. Ninguém nasce com esta habilidade. É preciso treino. E mostrar uma situação prática para uma criança e esperar que ela já domine a técnica é totalmente não realístico! É necessário insistência, reforçar, relembrar, ter muita paciência. Nós não aprendemos de primeira, a não ser por uma experiência traumática. Não faz sentido esperarmos diferente de uma criança.

Quanto mais rico for o vocabulário emocional da criança, mais ferramentas ela terá para regular suas emoções. Segue uma lista de palavras sugeridas a serem trabalhadas com crianças de 3 a 5 anos (Joseph, 2001; Ridgeway, Waters & Kuczaj, 1985). Sucesso a todos nós!

afetuoso
agradado
irritado
terrível
entediado
admirado
calmo
capaz
cuidadoso
alegre
desajeitado
confuso
confortável
cooperativo
teimoso
tenso
pensativo
incomodado
emocionado
cansado
desconfortável
sem medo
criativo
cruel
curioso
deprimido
desapontado 
 desgostoso
extático
constrangido
gostando
animado
temeroso
satisfeito
livre
amigável
frustrado
gentil
generoso
seguro
sensível
sério
preocupado

sombrio
culpado
ignorado
impaciente
importante
interessado
enciumado
alegre
solitário
perdido
amoroso
oprimido
pacífico
agradável
orgulhoso
descontraído
aliviado
satisfeito
tímido
estressado
forte


A criança, obviamente, gosta de brincar. Brincando ela aprende, se questiona, explora, tira conclusões. Uma forma sugerida para se trabalhar o vocabulário afetivo das crianças é através de jogos. Dando continuação para nosso papo sobre vocabulário afetivo, vamos apresentar algumas atividades que podem ser feitas tanto por pais, quanto por professores.

Cantando

Em roda, em pé, o professor canta junto com os alunos (que fazem o que é cantado na segunda parte de cada verso diz):

- “Se você está alegre, abrace um amigo”
- “Se você está muito triste, chore bem – buááááá”
- “Se você está com medo, peça ajuda – socoorrrooo”
- “Se você está meio bobo, faça uma careta – bláááááá”

E assim por diante. O professor pode criar novos versos junto com as crianças.

Passando o chapéu

O professor cola fotos, com expressões faciais demonstrando diversos estados emocionais, em chapéus, que podem ser de papel, do tipo “marcha soldado”. Em cada chapéu uma foto diferente. As crianças são colocadas em círculo e uma música é cantada, ou tocada. O chapéu vai passando de cabeça em cabeça. Quando a música para, a criança que está com o chapéu olha a foto colada nele e tenta explicar que sentimento ela expressa. Em seguida, mostra que cara faz quando está com este sentimento e que situações isto acontece.

Caça aos sentimentos

O professor esconde várias fotos com expressões faciais demonstrando diferentes sentimentos. Munidas de lupa, as crianças “caçam” as fotos. Quando uma delas é encontrada, a brincadeira para e as crianças devem dizer que sentimento a foto está mostrando e em que situações elas se sentem assim. Em seguida, o jogo continua.

Espelhos

As crianças estão em roda. Cada um delas está com um espelho pequeno (apropriado para a idade). A professora conta uma história, que possui várias palavras expressando diversos sentimentos. Ao ler uma destas palavras, a professora muda a entonação ou o volume da voz. As crianças, então, olham para seus espelhos e fazem uma expressão que julguem ser adequada à palavra lida, ou seja, elas procuram reconhecer nas próprias expressões o sentimento em questão. Depois, mostram para o grupo a cara que fizeram. E a história continua.

Jogo das carinhas

A professora monta várias faces em EVA, sem desenhar as sobrancelhas e as bocas. Estas são recortadas à parte, também em EVA. Tanto uma quanto outra têm a forma de meia-lua. Usando algum material que permita grudar as sobrancelhas e bocas na face, ela mostra para as crianças como a face muda conforme ela coloca a boca e sobrancelha para baixo ou para cima. Assim, pode reproduzir alegria, medo, espanto, raiva. A professora, então, conta uma história, parando a cada situação que envolva claramente um determinado sentimento. Convida, então, em rodízio, as crianças a mudarem as sobrancelhas e bocas das faces no quadro, mostrando como seria sua expressão para o sentimento em questão.

Na próxima postagem sobre este assunto, veremos como ajudar a criança a reconhecer os sentimentos em outras pessoas. A importante habilidade chamada empatia. Eu aprendo a dar nomes aos meus sentimentos, a expressá-los e, finalmente, a reconhecê-los nos outros. Até lá.



Empatia: conseguir se colocar no lugar do outro. Ter a perspectiva do outro, procurar sentir o que o outro sente em determinada situação. Falar sobre empatia é fácil, ter empatia de fato é que são elas! Como todo aspecto do desenvolvimento emocional, a empatia é aprendida: o conjunto de experiências e a interpretação que se dá elas podem determinar sua qualidade. Da mesma forma, cuidadores e educadores podem colaborar positivamente para seu desenvolvimento nas crianças.

Em termos práticos, as crianças podem ser ensinadas explicitamente a reconhecer os sentimentos nas outras pessoas, primeiro passo na empatia. Este reconhecimento se dá pela identificação das expressões faciais e corporais, pela identificação do tom de voz sendo usado pela pessoa e pela compreensão do contexto envolvido.

Um dos meios mais efetivos de educação é a modelagem: a criança aprende observando o comportamento de outras pessoas. Esta poderosa ferramenta pode ser usada, por exemplo, pelos professores para ensinar o reconhecimento das pistas faciais e corporais. Durante o decorrer das atividades eles podem identificar os sentimentos das crianças e mostrar as pistas faciais e corporais que usou para esta identificação. A posição das sobrancelhas das crianças, a expressão da boca, dos ombros, dos olhos.

Na identificação do tom de voz, várias atividades podem ser desenvolvidas. Por exemplo, as crianças podem fechar os olhos enquanto um adulto, ou uma marionete, diz: “Ahhh não consigo amarrar meu tênis!” e, na sequência, a professora dizer que esta pessoa está frustrada. Vários estados emocionais podem ser trabalhados através desta forma, criando-se frases típicas da situação envolvida e facilmente reconhecidas pelas crianças. Numa segunda etapa da brincadeira, os alunos fecham os olhos e ouvem uma expressão verbal pela professora. Em seguida, elas têm de adivinhar qual o sentimento da professora foi expressa naquela frase.

O trabalho com histórias infantis pode ser útil no trabalho sobre contextos. Ao ler dramaticamente uma história, a professora pode selecionar um episódio e solicitar às crianças que identifiquem o estado emocional de alguns personagens. Em seguida estimular a explicação do porquê cada personagem estar com aquele sentimento naquela parte da história. Isso pode ajudar na contextualização.


Conclusão

Quando o vocabulário afetivo é trabalhado de forma sistemática, ou seja, faz parte de um plano de ação, como no caso das salas de aulas, os efeitos são extremamente positivos. Pesquisas mostram que há diminuição dos problemas de comportamento e uma melhora na sofisticação dos relacionamentos sociais entre as crianças (Denham, 1986).

No entanto, este trabalho tem efetividade se for baseado, em primeiro lugar, em um relacionamento responsivo e de confiança entre a criança e seus cuidadores. Isto leva tempo e empenho da parte dos cuidadores. Mas é fundamental. Ou seja, apenas desenvolver um vocabulário que ajude a identificar os sentimentos em si mesmo e nos outros não é suficiente para o desenvolvimento de competências sociais e emocionais. Os adultos têm de ajudar a criança a desenvolver habilidades de regulação emocional (como se acalmar, controlar raiva e impulsos, etc) e solução de problemas (gerar soluções para os problemas de relacionamento, soluções que sejam justas, positivas e seguras). E, principalmente, têm de ser modelo!

Fonte: Joseph G.E.; Strain, P.S.; Universidade do Colorado

5 comentários:

  1. "As emoções são difíceis de definir – É fácil de ensinar a uma criança que uma mesa é uma mesa bastando para o efeito apontar para a mesma, sendo possível de a ver, tocar e sentir. Nem sempre é linear para cuidadores perceberem as emoções e atribuírem o devido significado, ajudando assim a criança descodificar que emoção sente."

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  2. Terapeuta de Bebês
    há 9 horas
    Como surpreender as crianças com gestos singelos de afeto?

    O dia a dia é realmente muito corrido e não é nada fácil sair da rotina e criar formas diferentes de nos comunicarmos com as crianças.
    Uma forma bacana de causar surpresa é deixar um" bilhete surpresa" na lancheira, no estojo de lápis e etc..
    Caso as crianças ainda sejam pequenas, que tal fazer um desenho colorido e "beijá-lo" com um baton vermelho. É o mesmo que dizer eu te amo e estou pensando em voce.
    As maiorzinhas também podem apreciar uma nota de afeto escrita em um adesivo e coladas numa prateleira, na porta do guarda-roupa ou ainda no espelho do banheiro.
    Pais antenados e com filhos maiores também pode enviar torpedos, mensagem via whats up ou email ou outra forma de comunicação.
    O que vale realmente é dizer ao filho que gosta dele e o quanto ele é importante para voce.

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    1. Legal a contribuição, Mara, obrigado.

      Só gostaria de ressaltar que comunicação entre pais e filhos é uma ação sistemática, ampla, constante. Não podemos cair na armadilha de compensar a falta de tempo e atitudes na comunicação com os filhos com ações que podem ser paliativas. Se o que foi citado estiver dentro de um contexto amplo das ações dos pais, legal. Caso contrário, se forem ações isoladas ou as únicas, serão pouco efetivas. A comunicação se dá muito mais por atitudes (ouvir, brincar, discutir, conversar, ser exemplo, etc) do que por atos isolados. As crianças "sacam" a diferença! O importante é que a comunicação esteja no centro das atenções e atitudes dos pais, não na periferia.

      Abração!

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  3. Excelente seu texto! O melhor caminho para desenvolver nas crianças as habilidades de regulação emocional e resolução de problemas é a Metodologia do Afeto. É preciso que pais e educadores aprendam a "cuidar e cativar ou cativar e cuidar" seus filhos e alunos, utilizando de várias linguagens e sendo o grande espelho que reflete a saúde emocional, tão importante nos dias de hoje.

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