23 de julho de 2013

Percepções - parte 2 - produtos de quatro elementos

Um bom ouvinte numa tenta forçar o processo de comunicação, mas se concentra em prestar atenção ao que realmente está acontecendo. As pessoas comunicam muito através do silêncio, das atitudes, das escolhas de onde se colocar, até mesmo das posturas corporais. As crianças tendem a se calar quando se sentem ameaçadas em fazer algo que elas não querem fazer. (Glenn)

Inúmeros pesquisadores já mostraram a importância fundamental da experiência na aprendizagem. Através dela, nosso cérebro estabelece novas conexões, fortalece outras, faz relacionamentos de causa e efeito, etc. Aprender pela experiência é especialmente importante para a criança nos seus primeiros anos de vida. É a fase que Piaget chamou de concreta: a base sobre a qual a criança pode criar futuras abstrações.

Mas como já dissemos na postagem anterior sobre percepções, o mais significativo não é a experiência em si, mas a percepção que cada um tem dela. Podemos contribuir significativamente para que nosso filhos tomem consciência cada vez mais de suas percepções e aprendam através das interpretações que dão a elas. Isso passa pela comunicação! 


16 de julho de 2013

Somos ludibriados por resultados imediatos. Castigos: cuidado com o que funciona!

"De onde nós tiramos a ideia insana de que, para fazer com que nossas crianças façam melhor, primeiro tenhamos de fazê-las sentirem-se pior?" (Nielsen)

Sempre que trabalhamos com educação de crianças, um assunto que está constantemente presente é o que chamamos de "mau comportamento". Em geral nem temos a compreensão do que realmente seja, sequer conseguimos defini-lo precisamente. No entanto, reagimos de forma a tentar acabar com este comportamento. Muitos conseguem. A curto prazo! Mas a que custo?

Principalmente no que diz respeito aos pais, o relacionamento com um filho estende-se por toda uma vida. Por isso, nunca devemos perder de vista os efeitos a longo prazo de qualquer atitude ou reação que tenhamos com nossos filhos no que diz respeito a sua educação. E muitos pais crêem firmemente que uma atitude severa, que envolva castigo, algum tipo de punição, funciona muito bem. Afinal, o comportamento indesejado acaba! Realmente! Mas a que custo? Podem funcionar a curto prazo, mas podem minar o relacionamento entre pais e filhos e serem uma bomba relógio. Por quê?

10 de julho de 2013

O que está por trás do comportamento? Percepções - parte 1

Uma criança termina um trabalho de escola e, entusiasmada, mostra para seu pai. Ele olha o trabalho com aprovação e, tentando ajudar, faz uma sugestão para o trabalho ficar melhor ainda. Mais tarde, esta criança é vista isolada e triste e confessa para um amigo: "nada do que eu faço é bom o suficiente".

O que aconteceu? Este pai, muitos vão dizer, estava com a melhor das intenções. Provavelmente, sim. Ele aprovou um trabalho de seu filho e, na sua concepção, procurou incentivar sua criatividade, sugerindo, mostrando interesse, mostrando que tomou conhecimento do trabalho. Mas o resultado foi inesperado. Por quê? 

Talvez porque a percepção que cada um teve da situação tenha sido totalmente diferente! A percepção é a chave para entendermos o comportamento infantil. É a chave para irmos além do óbvio, além do que se observa. Vamos abordar com mais detalhes este assunto, tão importante para compreender uma criança, neste e nos próximos posts. Boa leitura!


Leia mais >>